Storage repository, VDI e a cadeia de VHD
O XenServer chama de SR o lugar onde ficam os discos e de VDI cada disco virtual. Em SR do tipo LVM, usados com discos locais, iSCSI e HBA, cada VDI é um volume lógico com formato VHD. Em SR baseados em arquivo, como EXT, NFS e SMB, cada VDI é um arquivo .vhd. Segundo a documentação, SR do tipo GFS2 e XFS criam VDIs em QCOW2.
Snapshots e clones criam cadeias em que o disco filho guarda só as mudanças e lê o resto do pai. A documentação limita a cadeia a 30 elos e descreve a coalescência, processo que junta os elos em segundo plano no coordenador do pool e pode precisar de espaço extra temporário. Um SR quase cheio no meio dessa junção é um cenário de risco.
Quando o SR inteiro fica inacessível
Se o SR não conecta, as VMs param juntas. A causa pode estar no storage, num RAID, num NAS, na rede de armazenamento ou nos metadados do próprio SR. Em SR de arquivo com provisionamento fino, a documentação alerta que, quando o espaço acaba, novas gravações falham, o que pode travar VMs e corromper dados.
Nesse cenário, a prioridade é não mexer na estrutura: não use as opções de destruir ou recriar o SR, não reformate a LUN e não reinstale o host sobre os discos locais. Os discos físicos e o storage entram na avaliação junto com os VDIs. Veja SAN e NAS.
Ligou, mas falta conferir
Recriar uma VM e anexar um VDI antigo pode fazê-la ligar no estado de um snapshot passado. Confira de dentro da VM o que importa: bases de dados, pastas de usuários, aplicações. Se houver um export XVA ou OVF recente, ele é uma cópia independente e deve ser guardado antes de qualquer tentativa.
O atendimento começa pelo que você descreve: tipo de SR, versão, o que mudou e o que já foi feito. Com cópias dos discos ou dos arquivos VHD, a análise procura remontar as cadeias, ler os volumes internos e conferir os arquivos indicados. O laudo diz o que foi possível ler.
