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Data Rescue
Notebook isolado da rede e cadeado representando dados criptografados, ilustração conceitual

Ransomware · Plataformas

Ransomware no SQL Server: o que fazer com MDF, LDF e backups

Quando o ransomware atinge um servidor SQL Server, costuma cifrar os arquivos de dados (MDF e NDF), o log de transações (LDF) e as pastas de backup .bak. Pare de mexer nesses arquivos: não anexe, não repare e não restaure por cima. Depois do isolamento, a avaliação mostra se há backups íntegros ou páginas legíveis nos arquivos grandes. Não há garantia.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Arquivo de dados primário
.mdf, um por banco; aponta para os demais arquivos
Arquivos secundários
.ndf, opcionais, às vezes em outros discos
Log de transações
.ldf, necessário para recuperar as transações do banco
Backups nativos
.bak para o banco e .trn para o log, por convenção recomendada pela Microsoft
Instâncias
cada instância tem pastas e bancos de sistema próprios
Atendimento
Atendido, para arquivos e backups já isolados

O que o ataque costuma atingir

Segundo a Microsoft, cada banco SQL Server tem no mínimo dois arquivos no sistema operacional: dados e log. O primário (.mdf) guarda as informações de partida e aponta para os demais; os secundários (.ndf) podem estar em outros discos; o log (.ldf) registra o necessário para recuperar as transações. O banco só volta inteiro se o conjunto estiver coerente.

É comum o ransomware encerrar os serviços de banco antes de cifrar, para liberar os arquivos em uso. Depois vêm as pastas de backup no próprio servidor ou em compartilhamentos que a mesma conta alcança. Por isso instâncias de produção, de teste e de relatórios no mesmo domínio costumam cair juntas, levando os backups.

Backups .bak: o que conferir antes de restaurar

A Microsoft recomenda guardar os backups num local físico separado dos arquivos do banco e afirma que não existe estratégia de restauração sem teste. Num incidente, procure cópias fora do alcance do domínio atingido: outro storage, nuvem com retenção, fita. Anote data e tipo de cada uma: completo, diferencial ou de log.

A documentação também alerta para o risco de restaurar um .bak de origem não confiável, que pode comprometer a instância inteira. Restaure só backups que ficaram dentro de um limite confiável e numa instância isolada. Depois, o DBA roda as checagens de consistência indicadas pela Microsoft, como o DBCC CHECKDB, antes de liberar o banco.

Banco no ar não é banco conferido

Restaurar o último backup bom pode pôr o sistema para rodar no mesmo dia. O que entrou entre o backup e o ataque, porém, fica de fora, e uma restauração sem conferência pode esconder tabelas vazias ou lançamentos faltando. Peça ao DBA e aos donos do sistema que comparem totais, últimas notas e últimos registros.

Em arquivos MDF grandes, algumas famílias cifram só blocos espaçados, e páginas fora desses blocos podem continuar legíveis, o que às vezes permite extrair tabelas. É hipótese a examinar, nunca promessa. A Data Rescue analisa MDF, NDF, LDF e .bak isolados; isolamento, perícia e negociação ficam com outros especialistas.

Como o ataque aparece no SQL Server

  • O serviço do SQL Server não sobe e o log de erros acusa arquivo inválido ou ilegível.
  • Arquivos .mdf, .ndf e .ldf ganharam extensão nova e não anexam mais.
  • As pastas de backup estão vazias, renomeadas ou com arquivos .bak alterados.
  • Bancos aparecem como suspeitos ou em recuperação no Management Studio.
  • Jobs de backup do SQL Server Agent foram desativados ou apagados pouco antes do ataque.

O que não fazer

  • Não use reparo que aceita perda de dados para forçar o banco a abrir.
  • Não restaure um .bak por cima dos arquivos originais atingidos.
  • Não anexe MDF sem o LDF correspondente antes de preservar cópias.
  • Não restaure em produção backups de origem desconhecida.
  • Não apague arquivos com extensão estranha: podem ser o que resta do banco.

O que fazer agora

01

Isolamento primeiro, com a equipe de resposta

Ela define como tirar o servidor da rede. Não reinicie a instância nem rode reparos enquanto a contenção não terminar.
02

Preserve o conjunto de cada banco

Mantenha juntos MDF, NDF e LDF de cada banco, mais os bancos de sistema. Uma eventual cópia vai para um destino separado, e o original fica como está.
03

Localize todos os backups

Liste .bak e .trn no servidor, em compartilhamentos, na nuvem e em fita. Anote data, tipo e onde estava cada um.
04

Registre o estado da instância

Versão do SQL Server, nomes das instâncias, mensagens do log de erros, horário do ataque e o que já foi tentado.
05

Traga DBA, fornecedor e jurídico

O DBA e o fornecedor do sistema que usa o banco sabem o que conferir. Se o banco guarda dados pessoais, o controlador e o jurídico decidem se o incidente precisa ser comunicado à ANPD e às pessoas afetadas.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
SQL Server.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

Dá para extrair tabelas de um MDF criptografado?
Às vezes. Se a cifragem foi parcial, páginas de dados podem ter sobrado legíveis. Se o arquivo foi cifrado por inteiro, sem a chave não há leitura. A avaliação mostra em qual situação o seu arquivo está.
O LDF sozinho recupera os dados?
Não. O log registra transações e serve para recuperar o banco junto com os arquivos de dados ou com backups. Sem eles, ajuda pouco. Mesmo assim, preserve: ele pode completar uma restauração.
Posso restaurar o backup de ontem e seguir em frente?
Pode, se a resposta a incidentes der o ambiente como limpo e o backup tiver origem confiável. Confira antes o que se perdeu entre o backup e o ataque e guarde os arquivos atingidos até terminar a conferência.
Quanto tempo leva o diagnóstico dos arquivos?
Grátis, de 02 a 48 horas depois que os arquivos chegam. Esse prazo não é o da volta do sistema; quando há trabalho a fazer, o orçamento por escrito traz o prazo de entrega. Veja como cobramos.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.