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Data Rescue
Notebook isolado da rede e cadeado representando dados criptografados, ilustração conceitual

Ransomware · Grupos

Cl0p: extorsão com roubo de dados e, às vezes, criptografia

Cl0p é um grupo de extorsão ativo desde 2019 que, desde 2021, prefere roubar dados a criptografar, segundo a CISA. Ele explora em massa falhas em sistemas de transferência de arquivos e corporativos, como MOVEit, Oracle E-Business Suite e PTC Windchill, e depois manda e-mails a executivos. Muitas vezes não há arquivo criptografado. Acione a equipe de resposta e o jurídico. A Data Rescue só entra se houver arquivos criptografados, apagados ou discos com falha.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Outros nomes
TA505 (CISA); outros fornecedores usam nomes como FIN11 e Lace Tempest
Visto desde
fevereiro de 2019, a partir do ransomware CryptoMix (CISA)
Modelo
campanhas de exploração em massa de falhas em softwares expostos à internet
Sistemas atingidos
servidores com MOVEit, GoAnywhere, Oracle E-Business Suite e PTC Windchill/FlexPLM; variante para Linux descrita em 2023
Entrada relatada
Accellion FTA (2020–2021), GoAnywhere MFT (CVE-2023-0669), MOVEit Transfer (CVE-2023-34362), Oracle EBS (CVE-2025-61882), Windchill e FlexPLM (CVE-2026-12569)
Extorsão
sobretudo roubo de dados sem criptografia, com e-mails a executivos e ameaça de publicação
Sinais públicos
e-mail de extorsão que cita o Cl0p; na variante Linux, extensão .C_I_0P e nota README_C_I_0P.TXT

Um grupo que nem sempre criptografa

O alerta AA23-158A, da CISA e do FBI, descreve o Cl0p, também chamado TA505, desde fevereiro de 2019. O grupo ficou conhecido pela dupla extorsão, mas a partir de 2021 passou a depender mais do roubo de dados do que da criptografia. O padrão é explorar uma falha ainda desconhecida em software exposto à internet, copiar dados de muitas empresas ao mesmo tempo e enviar e-mails de extorsão.

Foi assim com o Accellion FTA e, em 2023, com o GoAnywhere MFT e o MOVEit Transfer. Em outubro de 2025, a Oracle publicou alerta para a falha CVE-2025-61882 no E-Business Suite, explorada numa campanha de extorsão que o Cl0p assumiu. Em julho de 2026, a Ransom-ISAC relatou e-mails de extorsão atribuídos ao grupo, com cautela, depois da exploração de uma falha no PTC Windchill e no FlexPLM.

O que fazer quando chega o e-mail

Trate o e-mail como incidente de segurança, mesmo que nada pareça criptografado. A equipe de resposta confirma se o sistema citado foi de fato explorado e o que saiu dele, e o jurídico cuida das obrigações legais e contratuais. Como o nome do grupo é conhecido, a confirmação vem dos registros do sistema, não do texto da mensagem.

Quando faz sentido avaliar os arquivos

Se o servidor só teve dados copiados, os arquivos continuam lá e não há o que descriptografar. A avaliação faz sentido quando há arquivos criptografados, excluídos ou discos com falha, por exemplo se a invasão foi seguida de outro ataque. Para a variante Linux descrita em 2023, a SentinelOne publicou um descriptografador por causa de uma falha na criptografia; ele não serve para outras famílias.

A Data Rescue não investiga o vazamento nem fala com o grupo. Se houver dados inacessíveis em servidores ou em bancos como os do Oracle, você descreve o que aconteceu e o envio é combinado por escrito, antes de você mandar qualquer coisa.

Como reconhecer uma ação do Cl0p

  • E-mail a diretores ou executivos dizendo que dados foram roubados de um sistema específico, com contato para negociar.
  • Aviso do fabricante ou de órgãos de segurança sobre falha explorada em um software que a empresa usa.
  • Arquivos ou contas estranhas no servidor de transferência de arquivos ou no ERP, criados sem pedido da TI.
  • Volume incomum de dados saindo do servidor exposto à internet.
  • Raramente, arquivos com .C_I_0P e a nota README_C_I_0P.TXT em servidores Linux.

O que não fazer

  • Pagar sem orientação jurídica e de segurança; a CISA e o FBI lembram que pagar não garante nem a devolução nem o sigilo dos dados.
  • Apagar o e-mail de extorsão ou limpar o servidor antes de preservar os registros.
  • Desligar e reinstalar o servidor explorado sem orientação da equipe de resposta.
  • Supor que não houve incidente só porque nada foi criptografado.
  • Usar o descriptografador da variante Linux em arquivos de outra família.

O que fazer agora

01

Leve o e-mail à equipe de resposta

Não responda nem clique em links. Encaminhe a mensagem completa, com cabeçalhos, à equipe de resposta e ao jurídico.
02

Aplique o alerta do fabricante

Veja se o sistema citado tem correção publicada, como nos alertas da Oracle e da PTC, e siga as orientações do fabricante com a equipe.
03

Preserve os registros

Guarde logs do servidor exposto, do firewall e do proxy. Eles mostram o que foi acessado e copiado.
04

Avalie a obrigação de comunicar

Com dados pessoais envolvidos, o controlador estuda com o jurídico se e como comunicar a ANPD e os titulares.
05

Veja se algo foi cifrado ou apagado

Se houver arquivos inacessíveis ou discos com falha, conte o caso à Data Rescue antes de qualquer envio.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
Cl0p.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

O Cl0p criptografa os arquivos?
Às vezes, mas não é o padrão recente. A CISA registra que, desde 2021, o grupo prefere roubar dados. Na maioria das campanhas em massa, os arquivos continuam acessíveis no servidor atingido.
Existe descriptografador para o Cl0p?
Existe para uma variante Linux descrita em 2023, que tinha falha na criptografia, publicado pela SentinelOne. Para outros casos, consulte o No More Ransom com a equipe de resposta.
A Data Rescue pode recuperar dados que o Cl0p copiou?
Não há o que recuperar nesse caso: os dados continuam com a empresa, e o problema é a cópia em poder do grupo. A Data Rescue ajuda quando há arquivos criptografados, apagados ou discos com falha.
Quem cuida da comunicação aos clientes afetados?
O controlador dos dados, com o jurídico e a equipe de segurança. A Resolução CD/ANPD nº 15/2024 trata da comunicação de incidentes à ANPD e aos titulares. Esta orientação não substitui parecer jurídico.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.