O que se sabe com segurança
O KillSec tem menos documentação técnica pública do que grupos maiores. A Group-IB, que apoiou a investigação, o identificou em 2024 como ransomware como serviço: afiliados pagavam para usar a plataforma, e cada versão do programa precisava de aprovação dos administradores. Havia um programa para Windows e, desde novembro de 2024, um para VMware ESXi, que desliga as máquinas virtuais e apaga snapshots e registros.
Muitas vítimas nem tiveram a rede invadida. Segundo a Group-IB e a Resecurity, parte dos dados saiu de armazenamento em nuvem mal configurado e aberto ao público. Em 2025, a Resecurity relatou ataques do grupo a empresas de saúde no Brasil. A extensão e o nome da nota não aparecem nas fontes oficiais consultadas, por isso a identificação deve ficar com a equipe de resposta.
A operação policial de 2026
Em 30 de setembro de 2026, a Operação KillSwitch, conduzida pela polícia de Hamburgo e coordenada pela Europol, apreendeu o site de vazamento e servidores do grupo, com três prisões e oito buscas em quatro países europeus. A Europol liga o grupo a cerca de mil ataques no mundo.
Para quem foi atacado, a operação não devolve arquivos e não assegura que cópias já vendidas tenham sumido. Os comunicados não citam chaves de descriptografia. Vale registrar a ocorrência, guardar provas e acompanhar os avisos das autoridades e do No More Ransom.
Onde a Data Rescue ajuda
Se houve criptografia, especialmente no ESXi, ou se backups e snapshots foram apagados, pode haver o que avaliar nos discos. Não fazemos contenção, perícia nem negociação. Depois que a equipe responsável isolou o ambiente, você relata o caso e combinamos o envio por escrito, antes de qualquer remessa. Veja também os cuidados com discos virtuais no VMware.
