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Data Rescue
Notebook isolado da rede e cadeado representando dados criptografados, ilustração conceitual

Ransomware · Plataformas

Ransomware no Exchange Server: o que fazer com bancos EDB, logs e DAG

No Exchange Server instalado na empresa, o ransomware costuma cifrar os bancos de caixas de correio (.edb), os logs de transação e as cópias mantidas no DAG, o grupo de servidores que replica os bancos. Preserve esses arquivos e não crie bancos vazios no mesmo lugar. Exchange Online é outro cenário: os bancos ficam com a Microsoft. A avaliação dos arquivos isolados não promete resultado.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Banco de caixas
arquivo .edb, um por banco de caixas de correio
Logs de transação
guardam as mudanças recentes e atualizam o banco numa restauração
DAG
grupo de até 16 servidores de caixa de correio com cópias dos bancos
Versões
2016 e 2019 sem suporte desde 14/10/2025; a versão local suportada é a Subscription Edition
Exchange Online
bancos nos datacenters da Microsoft, com pelo menos três cópias de cada
Atendimento
Atendido, para bancos, logs e backups isolados

O que é atingido num Exchange local

Cada banco de caixas de correio do Exchange é um arquivo .edb acompanhado de uma sequência de logs de transação. Numa restauração, segundo a Microsoft, o Exchange analisa os arquivos recuperados e reproduz os logs para atualizar o banco. Por isso banco, logs e arquivo de checkpoint precisam ser preservados juntos, na mesma estrutura de pastas.

Num DAG, cada banco pode ter cópias em outros membros. A replicação protege contra falha de disco ou de servidor, não contra um invasor com acesso administrativo ao domínio, que alcança todos os membros. Servidores sem atualização ampliam o risco: o suporte do Exchange 2016 e 2019 acabou em 14/10/2025, e desde então eles não recebem correções de segurança.

Exchange Online é outro cenário

Se as caixas estão no Exchange Online, os bancos ficam nos datacenters da Microsoft, que mantém pelo menos três cópias de cada um, inclusive uma com atraso para casos raros de corrupção lógica. Um ransomware nos computadores da empresa não cifra esses bancos. Os riscos ali são outros: contas tomadas, mensagens apagadas, regras de encaminhamento criadas pelo invasor.

Nesse caso, a recuperação passa pela retenção de itens excluídos, pela recuperação de item único e por backups do Microsoft 365, com o administrador do locatário. Não há disco a examinar. Ambientes híbridos misturam os dois cenários: o servidor local pode estar cifrado e as caixas na nuvem, intactas. Separe o que está em cada lugar antes de agir.

Correio funcionando não é caixa conferida

Criar bancos vazios devolve o envio e o recebimento em pouco tempo. É medida de continuidade: as mensagens antigas continuam presas nos bancos atingidos ou nos backups. A Microsoft descreve o banco de recuperação (RDB) como o recurso para montar um banco restaurado e extrair caixas ou itens sem mexer no banco em uso.

Em bancos EDB volumosos, certas variantes cifram só pedaços do arquivo, e o que ficou de fora às vezes mantém páginas legíveis. Cada arquivo precisa ser examinado para saber. A Data Rescue examina EDB, logs e backups isolados, sem atuar em contenção, perícia ou negociação. Como e-mails costumam conter dados pessoais, o jurídico do controlador precisa avaliar cedo o dever de avisar a ANPD.

Como o ataque aparece no Exchange

  • Os bancos de caixas de correio aparecem desmontados e não montam de novo.
  • Arquivos .edb e .log ganharam extensão nova ou foram renomeados.
  • As cópias do DAG nos outros servidores também acusam falha.
  • Outlook e Outlook na Web deixaram de conectar ao mesmo tempo para todos.
  • Surgiram contas administrativas novas, regras de transporte estranhas ou nota de resgate nas pastas do Exchange.

O que não fazer

  • Não rode reparos que descartam páginas do banco só para forçar a montagem.
  • Não apague logs de transação para liberar espaço.
  • Não crie um banco novo com o mesmo nome e caminho do banco atingido.
  • Não volte a publicar o servidor na internet enquanto a resposta a incidentes não autorizar.
  • Não confunda Exchange local e Exchange Online ao orientar os usuários.

O que fazer agora

01

Peça o isolamento à equipe de resposta

Ela decide como separar os servidores Exchange, os controladores de domínio e a publicação na internet. Não reinicie servidores por conta própria.
02

Preserve bancos e logs juntos

Mantenha cada .edb com seus logs e o arquivo de checkpoint (.chk). Qualquer cópia de segurança vai para outro destino, sem tocar no original.
03

Localize as cópias

Cópias do DAG em outros membros e backups em storage separado, fita ou nuvem. Anote data e servidor de cada uma.
04

Separe o que está na nuvem

Em ambiente híbrido, confirme com o administrador do Microsoft 365 quais caixas estão no Exchange Online e se houve acesso indevido a elas.
05

Defina quem fala com os usuários

Administrador do Exchange, equipe de resposta, direção e jurídico alinham o aviso aos usuários e, se for o caso, aos titulares de dados.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
Exchange.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

Um EDB criptografado ainda tem e-mails legíveis?
Pode ter, se a cifragem foi parcial ou se sobrou cópia ou backup anterior ao ataque. Sem cópia e com o arquivo inteiro cifrado, não há como ler as mensagens sem a chave. O exame do arquivo diz em que situação ele está.
Para que servem os logs de transação nesse caso?
Eles atualizam um banco restaurado com as mudanças posteriores ao backup. Sem banco ou backup, ajudam pouco sozinhos. Por isso a orientação é preservar logs e bancos juntos, sem limpar nada.
Minha empresa usa Exchange Online. A Data Rescue ajuda?
Caixas no Exchange Online ficam na Microsoft, e a recuperação passa pelo administrador do Microsoft 365. Se houver arquivos PST, servidores locais ou backups atingidos, descreva a situação, e o envio é combinado por escrito.
Pagar o resgate devolve as caixas de correio?
Nada assegura isso. CISA e FBI desaconselham pagar, e o pagamento também não impede o vazamento das mensagens. Vale a equipe de resposta olhar o projeto No More Ransom e, antes de tudo, reunir as cópias existentes.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.