Como o RAID 10 organiza os discos
O SNIA define o RAID 10 como um volume em faixas (RAID 0) montado sobre dispositivos espelhados (RAID 1). Com quatro discos, por exemplo, os discos A e B guardam a mesma coisa, C e D também, e as faixas alternam entre o par AB e o par CD. A recuperação depende de saber exatamente quem é par de quem; a posição física na baia nem sempre segue essa lógica.
O RAID por software do Linux tem ainda um RAID 10 próprio, com arranjos chamados near, far e offset, em que as cópias de cada bloco ficam em posições diferentes dos discos. Esse arranjo funciona até com número ímpar de discos e muda completamente a forma de remontar o conjunto.
RAID 10 e RAID 0+1 não são a mesma coisa
O RAID 0+1 faz o contrário: monta dois conjuntos em faixas e espelha um no outro. A capacidade é igual, mas a tolerância muda. Uma falha em cada lado do espelho derruba o RAID 0+1, porque nenhum dos lados continua completo. No RAID 10, duas falhas em pares diferentes são suportadas; só os dois discos do mesmo par derrubam o volume. Os nomes variam entre fabricantes (RAID 1+0, RAID 10, RAID 1/0), então confira no manual o arranjo exato.
O que costuma dar errado e como a avaliação funciona
A falha mais perigosa é a do segundo disco do mesmo par. Discos espelhados recebem as mesmas gravações e tendem a envelhecer juntos, e o rebuild de um par lê inteiro o único disco que restou. A Dell cita esse caso: o RAID 10 falha quando dois discos do mesmo grupo saem do conjunto. Outro erro comum é misturar discos de pares diferentes na manutenção e iniciar um rebuild sem conferir qual disco ficou sem par.
Na avaliação, os discos são duplicados em imagens. A comparação das imagens mostra quais formam pares, quais têm conteúdo mais recente e onde estão os setores ilegíveis; um setor ruim num disco pode ser lido no seu par. Depois, as faixas são reunidas na sequência original, e só então entram na análise o sistema de arquivos, os bancos ou as máquinas virtuais.
