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Data Rescue
Servidor com conjunto de discos em gavetas hot-swap, ilustração conceitual

RAID

Recuperação de dados em JBOD

JBOD (just a bunch of disks, apenas um monte de discos) tem dois sentidos: discos apresentados um a um, sem RAID, ou vários discos emendados em sequência para formar um volume único. Nenhum dos dois tem redundância. No volume emendado, a falha de um disco tira do ar o volume todo, mas arquivos gravados inteiros nos outros discos muitas vezes podem ser recuperados. A avaliação copia cada disco e refaz a emenda na ordem original.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Mínimo de discos
1 (discos individuais) ou 2 (volume emendado)
Tolera
nenhuma falha de disco
Como grava
um disco depois do outro, sem faixas nem paridade
Capacidade útil
a soma dos discos
Outros nomes
concatenação, span, volume estendido, linear
Onde aparece
NAS, gabinetes de várias baias, controladoras, Windows e Linux

Os dois sentidos de JBOD

Em controladoras e gabinetes, JBOD muitas vezes quer dizer modo de passagem: cada disco aparece sozinho para o sistema, como se não houvesse controladora RAID. Nesse caso, cada disco é um disco comum, e a recuperação segue o caminho de um HD avulso. Em NAS e em alguns gabinetes, JBOD quer dizer outra coisa: vários discos somados num só volume.

O padrão DDF do SNIA descreve essa segunda forma como concatenação: discos unidos do fim de um ao começo do outro. O RAID por software do Linux chama de linear, e o Windows, de volume estendido. O sistema enche o primeiro disco e passa para o seguinte, sem faixas. Por isso a capacidade é a soma de todos, e nenhum disco tem cópia de outro.

O que acontece quando um disco falha

No volume emendado, a falha de um disco deixa um buraco no meio ou no fim do volume, e o sistema geralmente se recusa a montar o resto. Parte da estrutura do sistema de arquivos fica no início do volume, no primeiro disco; outra parte pode estar espalhada, conforme o sistema. Se o primeiro disco falhou, quase nada aparece; se foi outro, a estrutura existe, mas aponta para áreas que sumiram.

Como os arquivos não são cortados em faixas, um arquivo gravado inteiro num disco que sobreviveu pode voltar completo. Arquivos que atravessam a fronteira entre dois discos, ou que estavam fragmentados, chegam parciais. A gravação nem sempre é sequencial, então a divisão entre discos não segue a ordem em que os arquivos foram copiados.

Como a avaliação funciona

O trabalho começa com uma imagem de cada disco. A análise descobre a ordem da emenda e onde cada disco começa dentro do volume, lendo a configuração gravada nos discos ou, se ela se perdeu, a continuidade do sistema de arquivos. As imagens são unidas virtualmente, e o espaço do disco perdido fica marcado como ausente. Assim, o que estava nos discos bons é lido sem que nada seja gravado nos originais.

Como reconhecer o problema

  • O NAS ou o gabinete mostra o volume JBOD como falho ou desmontado depois que um disco parou.
  • O volume aparece com o tamanho errado ou como não formatado.
  • Um dos discos faz ruído, esquenta além do normal ou não é detectado.
  • Pastas abrem, mas parte dos arquivos dá erro ou vem vazia.
  • Depois de trocar o gabinete, os discos aparecem separados, cada um sem partição reconhecível.

O que não fazer

  • Não adicione um disco novo ao volume JBOD para “substituir” o que falhou.
  • Não formate nem inicialize os discos que parecem vazios em outro computador.
  • Não mude a ordem dos discos no gabinete ou no NAS.
  • Não rode programas de reparo de sistema de arquivos no volume incompleto.
  • Não trate JBOD como cópia de segurança: ele não tem nenhuma redundância.

O que fazer agora

01

Não monte o volume de novo e de novo

Cada tentativa de montagem pode gravar registros no sistema de arquivos. Se o volume não abre, desligue e pare por aí.
02

Anote a ordem dos discos

Marque a baia de cada disco e, se o painel ainda abrir, fotografe a tela que mostra a composição do volume. A ordem da emenda é a informação mais importante.
03

Separe o disco com defeito

Se um disco faz ruído ou não gira, não insista. Ele pode precisar de reparo físico antes de qualquer cópia.
04

Conte o que aconteceu

Descreva o equipamento, quantos discos e qual falhou. Espere o envio ser combinado por escrito antes de despachar qualquer disco.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
JBOD.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

Um disco do JBOD falhou. Perdi tudo?
Não necessariamente. Como não há faixas, os arquivos gravados inteiros nos discos bons podem ser recuperados completos. O que estava no disco que falhou depende de ele poder ser lido depois de reparado.
JBOD é a mesma coisa que RAID 0?
Não. O RAID 0 alterna blocos pequenos entre os discos, então quase todo arquivo tem partes em todos eles. O JBOD emendado enche um disco e passa para o próximo. Na falha, ele costuma preservar mais arquivos inteiros.
Meu gabinete está em modo JBOD com discos separados. O que muda?
Nesse modo cada disco é independente. Se um falhar, só os arquivos dele são afetados, e a recuperação é a de um disco comum. Confira no manual do gabinete DAS qual dos dois modos ele usava.
Vale migrar de JBOD para RAID?
Para tolerar falhas de disco, sim, mas a migração exige espaço e cópia completa dos dados. E nenhum RAID substitui backup: mantenha uma cópia separada, de preferência fora da rede.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.