Os dois sentidos de JBOD
Em controladoras e gabinetes, JBOD muitas vezes quer dizer modo de passagem: cada disco aparece sozinho para o sistema, como se não houvesse controladora RAID. Nesse caso, cada disco é um disco comum, e a recuperação segue o caminho de um HD avulso. Em NAS e em alguns gabinetes, JBOD quer dizer outra coisa: vários discos somados num só volume.
O padrão DDF do SNIA descreve essa segunda forma como concatenação: discos unidos do fim de um ao começo do outro. O RAID por software do Linux chama de linear, e o Windows, de volume estendido. O sistema enche o primeiro disco e passa para o seguinte, sem faixas. Por isso a capacidade é a soma de todos, e nenhum disco tem cópia de outro.
O que acontece quando um disco falha
No volume emendado, a falha de um disco deixa um buraco no meio ou no fim do volume, e o sistema geralmente se recusa a montar o resto. Parte da estrutura do sistema de arquivos fica no início do volume, no primeiro disco; outra parte pode estar espalhada, conforme o sistema. Se o primeiro disco falhou, quase nada aparece; se foi outro, a estrutura existe, mas aponta para áreas que sumiram.
Como os arquivos não são cortados em faixas, um arquivo gravado inteiro num disco que sobreviveu pode voltar completo. Arquivos que atravessam a fronteira entre dois discos, ou que estavam fragmentados, chegam parciais. A gravação nem sempre é sequencial, então a divisão entre discos não segue a ordem em que os arquivos foram copiados.
Como a avaliação funciona
O trabalho começa com uma imagem de cada disco. A análise descobre a ordem da emenda e onde cada disco começa dentro do volume, lendo a configuração gravada nos discos ou, se ela se perdeu, a continuidade do sistema de arquivos. As imagens são unidas virtualmente, e o espaço do disco perdido fica marcado como ausente. Assim, o que estava nos discos bons é lido sem que nada seja gravado nos originais.
