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Data Rescue
Servidor com conjunto de discos em gavetas hot-swap, ilustração conceitual

RAID

Recuperação de dados em RAID 6

RAID 6 grava duas paridades independentes em cada faixa, distribuídas entre quatro ou mais discos, e por isso tolera a falha de dois discos ao mesmo tempo. Com três discos fora, o volume cai. Muitas vezes o conjunto já estava sem um disco havia semanas e funcionava como um RAID 5, sem ninguém saber. A avaliação copia cada disco, identifica como a segunda paridade foi calculada e refaz o volume a partir das cópias.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Mínimo de discos
4
Tolera
a falha de dois discos
Como grava
faixas com duas paridades (P e Q) distribuídas entre os discos
Capacidade útil
a soma dos discos menos dois
Uso típico
NAS e servidores com discos grandes, arquivamento e backup em disco
Ponto crítico
falhas silenciosas que consomem a margem antes de alguém perceber

Duas paridades, duas margens

O RAID 6 funciona como o RAID 5 com uma segunda paridade. A primeira, chamada P, é a mesma usada no RAID 5. A segunda, Q, usa outro cálculo, em corpo finito (as operações de Galois descritas no padrão DDF do SNIA), e permite refazer dois discos ausentes ao mesmo tempo. As duas paridades giram entre os discos de faixa em faixa. O SNIA define o RAID 6 como capaz de sobreviver à falha de quaisquer dois dispositivos.

A segunda paridade é o que torna a recuperação mais trabalhosa. A forma de calcular o Q e a posição de P e Q em cada faixa variam entre controladoras, sistemas de NAS e o RAID por software do Linux. Remontar um RAID 6 com dois discos ausentes exige identificar essa variante antes de qualquer reconstrução.

Onde a margem se perde

Discos grandes levam muitas horas para reconstruir, às vezes dias, e nesse tempo os outros trabalham no limite. Por isso o RAID 6 costuma ser escolhido em conjuntos de alta capacidade. O problema é que tolerar dois discos dá uma sensação de folga: um disco sai, o alerta não chega a ninguém, e o conjunto passa meses com uma margem só. Quando o segundo falha, resta pouco até o terceiro.

Setores ilegíveis em discos considerados bons também pesam. Com dois discos ausentes, cada setor ilegível num terceiro disco vira um trecho sem reconstrução possível naquela faixa. Controladoras diferentes reagem de jeitos diferentes: algumas marcam o bloco como ruim e seguem, outras tiram o volume inteiro do ar.

Como a avaliação funciona

Os discos são copiados um a um, incluindo os que saíram do conjunto, com registro de cada setor que não pôde ser lido. A reconstrução virtual descobre em que sequência os discos estavam, a largura de cada faixa, a posição de P e Q e o cálculo da segunda paridade. Com isso, trechos ilegíveis de um disco podem ser refeitos a partir dos outros, desde que não faltem mais de dois blocos na mesma faixa. O sistema de arquivos só é lido no fim.

Como reconhecer o problema

  • O painel mostra o volume degradado com um disco ausente, às vezes há muito tempo.
  • Dois discos falharam e o volume ainda funciona, agora sem nenhuma redundância.
  • Um terceiro disco começou a dar erros de leitura e o volume caiu.
  • O rebuild de dois discos está demorando dias ou parou no meio.
  • Depois de uma queda de energia, a controladora não monta o volume ou mostra discos estrangeiros.

O que não fazer

  • Não reconstrua dois discos ao mesmo tempo sem antes copiar os dados que ainda abrem.
  • Não recoloque no conjunto um disco que saiu há semanas como se ele estivesse atualizado.
  • Não use “clear” ou “initialize” na controladora para sumir com os alertas.
  • Não migre o nível de RAID nem expanda o volume enquanto ele estiver degradado.
  • Não confie na tolerância a dois discos como substituto de backup.

O que fazer agora

01

Conte quantos discos ainda estão no conjunto

Veja na controladora ou no painel quantos discos estão fora e desde quando. Com dois fora, o RAID 6 está sem margem nenhuma: trate como volume em risco.
02

Tire primeiro os dados críticos

Se o volume ainda abre, salve o mais importante em outro equipamento antes de trocar discos ou reconstruir. Rebuild com o conjunto sem margem é uma aposta.
03

Registre o histórico de falhas

Exporte os registros com a data de cada falha. No RAID 6, saber qual disco saiu primeiro pesa ainda mais, porque ele pode estar desatualizado há meses.
04

Marque os discos e só então desligue

Identifique a baia de cada disco, inclusive dos já retirados, e anote modelo e firmware da controladora. Depois desligue de forma ordenada e descreva o caso por escrito.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
RAID 6.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

Dois discos do RAID 6 falharam. Os dados estão perdidos?
Não necessariamente. O RAID 6 foi feito para aguentar dois discos fora, e o volume costuma continuar acessível. O risco é o próximo erro: copie os dados importantes agora, antes de qualquer rebuild, e só depois troque os discos.
Três discos falharam no RAID 6. Ainda há chance?
Depende de quanto os discos com defeito ainda podem ser lidos e de quando cada um saiu. Um disco que deixou o conjunto semanas antes traz conteúdo antigo e ajuda pouco. A análise das imagens mostra o que pode ser reconstruído; não há como prometer antes.
Por que um RAID 6 dá mais trabalho que um RAID 5?
Por causa da segunda paridade. O cálculo e a posição dela mudam de um fabricante para outro, e é preciso descobrir a variante usada para refazer dois discos ausentes. É mais trabalho de análise, não impossibilidade.
RAID 6 em NAS também é avaliado?
Sim. Em NAS, o RAID 6 costuma ficar abaixo de outras camadas, como gerenciador de volumes e sistema de arquivos, e a avaliação considera todas elas. Informe o modelo e a versão do sistema do NAS ao descrever o caso.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.