Dois níveis de faixas
Pense no RAID 50 como vários RAID 5 menores, chamados de grupos ou spans, unidos por um RAID 0. O padrão DDF do SNIA trata esse arranjo como um disco virtual secundário, cujos elementos são outros discos virtuais. Num servidor com 12 discos, por exemplo, podem existir dois grupos de seis ou três grupos de quatro. Cada combinação produz um volume diferente com os mesmos discos.
Isso cria duas camadas de parâmetros. Dentro de cada grupo há ordem dos discos, tamanho de faixa e rotação da paridade. Acima deles há a ordem dos grupos e a faixa do RAID 0 que os une. Errar qualquer um desses dados produz um volume que monta, mas com arquivos corrompidos, e a ordem dos grupos nem sempre corresponde à ordem física das baias.
Onde o RAID 50 costuma falhar
A tolerância do RAID 50 parece maior do que é. Ele pode perder um disco em cada grupo, mas não dois no mesmo. Com discos do mesmo lote e da mesma idade, a segunda falha tende a aparecer no grupo que está reconstruindo, porque é ali que os discos restantes trabalham no limite. Quando esse grupo cai, o RAID 0 de cima perde parte de cada faixa e o volume inteiro fica inacessível.
A troca de controladora também pesa. A configuração dos grupos fica gravada nos discos e na própria controladora; uma placa nova pode importar só parte da configuração ou propor criar um volume do zero. A Dell orienta consultar os registros e identificar qual disco ficou estrangeiro por último antes de importar qualquer configuração.
Como a avaliação funciona
Os discos são copiados um a um. A análise das imagens agrupa os discos pelo conteúdo: os que pertencem ao mesmo RAID 5 compartilham a mesma paridade. Cada grupo é remontado separadamente, com seus próprios parâmetros, e o grupo degradado é refeito a partir dos discos que restaram. Por fim, os grupos são unidos na ordem certa e o sistema de arquivos é lido. Se um grupo perdeu dois discos, o resultado depende de quanto deles ainda pode ser lido.
