O que o VBM guarda e o que ele não guarda
Na documentação da Veeam, o VBM é o arquivo de metadados do backup. Ele registra a tarefa, as máquinas processadas, a quantidade e a estrutura dos arquivos e os pontos de restauração. A Veeam diz que esses metadados facilitam a importação e o mapeamento de backups. Os blocos das máquinas virtuais não estão nele: ficam no VBK, o backup completo, e nos VIB, os incrementais.
Por ser pequeno, o VBM dificilmente sobra em parte legível. A cifragem parcial que alertas da CISA descrevem faz diferença em arquivos grandes, como o VBK, e não num arquivo de metadados. Por isso a pergunta que importa raramente é o VBM: é saber se os arquivos de dados também foram atingidos, e quanto.
Sem o VBM, o que ainda dá para fazer
A documentação da Veeam sobre importação de backups indica selecionar o VBM porque o processo fica mais curto, e recomenda o VBK só quando o VBM não está disponível. Ou seja: o fabricante prevê um caminho sem os metadados. Para pontos de restauração anteriores, a mesma documentação pede que os incrementais estejam na mesma pasta do VBK.
Se o VBK e os VIB estão íntegros, uma importação feita pelo administrador do Veeam, num servidor limpo e a partir de cópias, pode bastar. Se foram cifrados, inteiros ou em partes, o VBM deixa de ser a questão principal: a avaliação passa a ser dos arquivos de dados, um por um.
Como a Data Rescue avalia uma cadeia sem o VBM
Você descreve o repositório (servidor Windows ou Linux, NAS, fita), quais arquivos foram atingidos e quais máquinas precisam voltar, e o envio é combinado por escrito, antes de você mandar qualquer coisa. Conter o ataque e investigar a invasão ficam com a sua equipe de segurança; a avaliação usa cópias da pasta do backup, já fora do ambiente comprometido.
Na análise, cada arquivo da cadeia é examinado para saber o que está íntegro, o que foi cifrado e em que trechos. Com o VBM perdido, tenta-se reconstituir a cadeia a partir dos próprios VBK e VIB. Com os blocos legíveis, busca-se extrair discos virtuais ou arquivos. Sem promessa de resultado: o laudo registra o que deu para extrair.
