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Data Rescue
Notebook isolado da rede e cadeado representando dados criptografados, ilustração conceitual

Ransomware · Grupos

Ransomware DragonForce: reconhecer o ataque e proteger os dados

DragonForce é um ransomware oferecido como serviço, visto desde 2023, que no início de 2025 passou a se apresentar como cartel e a permitir que parceiros ataquem com outra marca. O código veio do LockBit 3.0 vazado e depois do Conti, e atinge Windows, Linux e VMware ESXi. Isole o ambiente com a equipe de resposta, preserve nota e amostras e não reconecte backups. A Data Rescue avalia discos e arquivos, sem prometer desbloqueio.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Visto desde
2023 (Acronis, novembro de 2025)
Modelo
RaaS; desde o início de 2025, cartel que entrega programa e infraestrutura a parceiros, que podem usar marca própria
Origem do código
construtor vazado do LockBit 3.0 e, depois, código do Conti v3 modificado
Sistemas atingidos
Windows, Linux e VMware ESXi
Entrada relatada
engenharia social do grupo chamado Scattered Spider (phishing, ligações, fadiga de MFA); falhas no SimpleHelp de um provedor de TI (CVE-2024-57727, entre outras)
Extorsão
dupla: dados copiados e criptografia, com ameaça de publicação no blog do grupo
Sinais públicos
nota e extensão definidas na configuração de cada versão; numa amostra analisada, a nota se chamava readme.txt

Um programa, várias marcas

O DragonForce surgiu em 2023 usando o construtor do LockBit 3.0 que vazou na internet e depois migrou para uma base do Conti v3 modificada. No início de 2025 passou a se chamar de cartel: oferece programas configuráveis e infraestrutura a parceiros, que podem atacar com outro nome. Por isso a nota que você encontrou pode não citar DragonForce, mesmo que o programa seja dele.

A Acronis descreveu, em novembro de 2025, ataques em que o grupo conhecido como Scattered Spider fez a invasão por engenharia social e o DragonForce criptografou Windows, Linux e ESXi. A Sophos relatou, em maio de 2025, um caso em que o invasor entrou pela ferramenta de acesso remoto SimpleHelp de um provedor de TI e atingiu os clientes desse provedor.

Como a criptografia costuma ser configurada

A extensão e o nome da nota saem da configuração de cada versão. Na amostra estudada pela Acronis, a nota era readme.txt e a extensão era curta e própria daquela versão. A mesma configuração trazia limites de tamanho: arquivos pequenos cifrados por inteiro, outros só no cabeçalho e os maiores em trechos. O programa também pode usar drivers vulneráveis para desligar proteções.

Isso abre uma possibilidade a avaliar em arquivos grandes, como discos virtuais e bases de dados: partes podem ter ficado intactas. Não é regra. A configuração muda de parceiro para parceiro, e a resposta só sai da análise dos arquivos.

Onde a Data Rescue ajuda

A Data Rescue não entra na contenção do ataque, não investiga e não conversa com o grupo. Depois que a equipe responsável isolou o ambiente, você relata o que aconteceu e o envio é combinado por escrito, antes de você mandar qualquer coisa. Avaliamos discos, datastores do VMware, discos virtuais e repositórios de backup em busca de cópias anteriores e trechos aproveitáveis.

Como reconhecer o DragonForce

  • Nota de resgate que oferece descriptografia de teste e uma lista dos arquivos roubados, com data limite para negociar.
  • Extensão nova e curta em todos os arquivos, às vezes sem relação com o nome DragonForce.
  • Pedidos de troca de senha ou de MFA feitos ao suporte por alguém se passando por funcionário.
  • Ferramenta de acesso remoto do provedor de TI usada para instalar programas fora do horário.
  • Máquinas virtuais no ESXi paradas e discos virtuais inacessíveis no mesmo período.

O que não fazer

  • Pagar sem orientação jurídica e de segurança; o pagamento não garante a devolução dos dados nem o sigilo deles.
  • Tomar a descriptografia de teste oferecida pelo grupo como prova de que tudo vai voltar.
  • Religar a ferramenta de acesso remoto do provedor antes de a equipe revisar o que aconteceu.
  • Recriar datastores ou reinstalar servidores sobre os discos atingidos.
  • Apagar a nota ou mudar a extensão dos arquivos.

O que fazer agora

01

Isole com a equipe de resposta

Tire da rede os servidores e hipervisores atingidos. Se o seu provedor de TI acessa o ambiente por ferramenta remota, suspenda esse acesso até a investigação.
02

Revise o suporte e o MFA

Engenharia social contra o suporte é uma das portas relatadas. A equipe deve revisar as trocas recentes de senha e de MFA.
03

Proteja as cópias

Desconecte os backups ainda íntegros e não os teste a partir de máquinas do domínio atacado.
04

Guarde a nota e as amostras

Mantenha a nota e alguns arquivos sem renomear. Como a marca pode variar, eles ajudam a identificar o programa de fato.
05

Trate a exposição

Dados pessoais copiados exigem que o controlador avalie, junto com o jurídico, a comunicação à ANPD e aos titulares (Resolução CD/ANPD nº 15/2024).
06

Peça a avaliação

Mande à Data Rescue a lista do que foi atingido. O envio é combinado por escrito antes de você despachar qualquer equipamento.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
DragonForce.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

Se a nota não diz DragonForce, ainda pode ser ele?
Pode. Desde 2025 o grupo deixa parceiros atacarem com marca própria usando o mesmo programa. A identificação deve ficar com a equipe de resposta, a partir da nota, das amostras e dos registros dos sistemas.
Existe descriptografador público para o DragonForce?
Até outubro de 2026, nenhuma ferramenta pública reconhecida apareceu nas fontes consultadas. Consulte o No More Ransom com a equipe de resposta, que pode submeter a nota e uma amostra ao serviço de identificação.
O ataque pode ter vindo do meu provedor de TI?
É um caminho relatado pela Sophos: o invasor usou a ferramenta remota de um provedor para chegar aos clientes dele. Isso não significa que o seu caso seja assim, mas vale incluir esse acesso na investigação.
Vocês avaliam máquinas virtuais do ESXi?
Sim. Se a criptografia foi parcial ou se restaram snapshots e backups não atingidos, pode haver o que aproveitar nos datastores. Só a análise mostra, e não há promessa de resultado.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.