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Data Rescue
Notebook isolado da rede e cadeado representando dados criptografados, ilustração conceitual

Ransomware · Arquivos

Arquivo VMDK criptografado: descritor, -flat e snapshots

Um VMDK criptografado por ransomware às vezes conserva dados legíveis, porque o disco do VMware é formado por mais de um arquivo e nem sempre todos são cifrados por inteiro. No ESXi, o .vmdk pequeno é um descritor em texto e o -flat.vmdk guarda o conteúdo; snapshots criam deltas que dependem do disco base. Preserve todos esses arquivos com os nomes atuais. A Data Rescue trabalha em cópias e procura as regiões do disco que a cifragem não alcançou.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Extensões
.vmdk (descritor), -flat.vmdk (dados), -delta.vmdk ou -sesparse.vmdk (snapshots)
Origem
VMware ESXi e vSphere, hoje da Broadcom; também Workstation
Descritor
arquivo de texto que descreve o disco virtual
Conteúdo
no -flat.vmdk, com partições, sistema de arquivos e dados da VM
Snapshots
cada delta depende do disco pai e da ordem da cadeia
Atendimento
Atendido, com orçamento por escrito antes de qualquer trabalho

Um disco VMware é um conjunto de arquivos

Num datastore VMFS do ESXi, cada disco virtual costuma ter dois arquivos. O que se chama nome.vmdk é pequeno: segundo a Broadcom, é um arquivo de texto com a descrição do disco. O conteúdo de verdade fica em nome-flat.vmdk, que ocupa o tamanho do disco e guarda partições, sistema de arquivos e dados da máquina virtual.

Quando há snapshot, surgem pares novos, como nome-000001.vmdk e nome-000001-delta.vmdk, ou -sesparse.vmdk em discos grandes e no VMFS6. Cada delta guarda só o que mudou e aponta para o disco pai pelo descritor. A Broadcom avisa que ordenar errado os arquivos de uma cadeia pode corromper gravemente o sistema de arquivos e que snapshot não deve ser tratado como backup.

O que o ataque costuma atingir num ESXi

Ataques a servidores ESXi miram os discos porque um único host concentra muitas VMs. Em 2023, a orientação publicada pela CISA e pelo FBI para o ESXiArgs registrou que aquela campanha cifrava os arquivos de configuração das VMs, mas não os -flat, e que em alguns casos a configuração podia ser refeita a partir deles. Isso vale para aquela campanha; outras famílias cifram também o conteúdo, inteiro ou em partes.

Quando a cifragem do -flat.vmdk é parcial ou intermitente, ele pode manter boa parte dos blocos originais. A análise então procura a tabela de partições, o sistema de arquivos da VM (NTFS, ext4 ou outro) e os arquivos que ficaram fora dos trechos cifrados. Um descritor perdido costuma ser o menor dos problemas: a Broadcom documenta como recriá-lo, desde que o -flat esteja preservado.

Como a Data Rescue avalia um VMDK

Você conta quantas VMs foram atingidas, o tamanho dos discos, se havia snapshots e quais dados importam, e o envio é combinado por escrito antes de você mandar qualquer arquivo. Isolar o ambiente, investigar o ataque ou negociar com o grupo não faz parte do serviço: a Data Rescue avalia cópias dos discos depois da contenção.

Na cópia, mede-se o que ficou legível, refaz-se o descritor quando falta, reconstitui-se a cadeia de snapshots e, se der, o volume é montado só para leitura. Quando a estrutura do sistema de arquivos foi atingida, os arquivos são procurados pelo conteúdo. O laudo informa o que voltou inteiro, o que voltou danificado e o que não foi possível.

Sinais de VMDK cifrado

  • A VM aparece como inacessível ou inválida no vCenter ou no host ESXi.
  • No navegador do datastore, os arquivos .vmdk e -flat.vmdk têm extensão nova ou nome alterado.
  • Ligar a VM falha com erro de arquivo não encontrado ou de arquivo que não é disco virtual.
  • Os arquivos .vmx, .vmsd e .nvram da pasta também foram alterados.
  • A nota do grupo aparece na pasta da VM ou na página de entrada do host.

O que não fazer com um VMDK

  • Não edite o -flat.vmdk: a própria Broadcom alerta que alterar esse arquivo pode causar perda de dados.
  • Não consolide nem apague snapshots, nem reordene deltas por tentativa.
  • Não renomeie os arquivos de volta para .vmdk: a cifragem continua lá.
  • Não registre a VM de novo no host atacado nem restaure backups nele antes da liberação.
  • Não rode scripts de recuperação achados na internet sem a revisão da equipe de resposta.

O que fazer agora com os discos

01

Deixe a contenção com a equipe

Isolar o host, trocar credenciais e investigar o acesso fica com os administradores e a resposta a incidentes. Os discos são avaliados depois.
02

Copie a pasta inteira de cada VM

Inclua descritores, -flat, deltas, .vmx, .vmsd e .vmsn. Copie para armazenamento fora do ambiente atacado e trabalhe só na cópia.
03

Não separe os pares

Descritor e -flat, delta e seu descritor andam juntos. Registre também os nomes e as datas atuais, mesmo que pareçam estranhos.
04

Guarde a nota e os registros do ESXi

Fotografe ou exporte a nota, guarde os registros do host e do vCenter e anote os horários.
05

Conte o caso

Informe o número de VMs, os tamanhos, os snapshots e as máquinas mais importantes.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
VMDK.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

Perdi só o descritor .vmdk. Os dados se foram?
Não necessariamente. O descritor é um texto que descreve o disco; os dados ficam no -flat.vmdk. A Broadcom documenta como recriar o descritor ausente. Se o -flat não foi cifrado, a situação é bem melhor do que parece. Faça isso em cópia, com quem conhece o ambiente.
O delta do snapshot pode ser aberto sozinho?
Não como disco completo. O delta guarda só os blocos alterados desde o snapshot e depende do disco pai e da ordem da cadeia. Isolado, pode render fragmentos recentes.
O script da CISA para o ESXiArgs serve para o meu caso?
Ele foi feito para uma campanha específica, em que os -flat não eram cifrados. Outras famílias agem de outro jeito. Quem decide se alguma ferramenta pública se aplica é a equipe de resposta, a partir da nota, da extensão e da análise dos arquivos.
Vale pagar o resgate para ter as VMs de volta?
A CISA e o FBI não incentivam o pagamento: ele não assegura que os arquivos voltem e pode financiar novos ataques. Se a empresa avaliar esse caminho, a decisão é dela, com jurídico e resposta a incidentes. A Data Rescue não participa de negociação.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.