Como o DSM organiza os discos
O SHR (Synology Hybrid RAID) foi criado para aproveitar discos de tamanhos diferentes. Ele divide os discos em partes e monta vários conjuntos de RAID por software, unidos por um gerenciador de volumes. O SHR tolera a falha de um disco; o SHR-2, de dois. Por cima vem o volume, em Btrfs ou ext4. A Synology publica um procedimento para ler os discos num computador com Linux quando o NAS para, e orienta não tentar outros reparos se ele não funcionar.
No Btrfs, segundo a Synology, o DSM mantém somas de verificação de dados e metadados e duas cópias dos metadados, o que permite detectar corrupção silenciosa e, com redundância, corrigi-la. Os snapshots usam cópia na gravação e ocupam pouco espaço. Alguns modelos e volumes antigos usam ext4, sem esses recursos.
Snapshots, Hyper Backup e ataques
O Snapshot Replication guarda pontos de restauração no próprio NAS e pode copiá-los para outro Synology. O Hyper Backup cria cópias com versões em outro destino, como disco USB, outro NAS ou nuvem, num formato que precisa da ferramenta da Synology para ser lido. Os dois só protegem de verdade se ao menos uma cópia estiver fora do alcance de quem controla o NAS.
A Synology já alertou mais de uma vez para ataques. Em 2019, avisou sobre ransomware que entrava por tentativas de senha em massa e recomendou senhas fortes, bloqueio automático e verificação em duas etapas. Em outubro de 2026, pediu a atualização imediata do DSM porque criminosos exploravam uma falha corrigida em dezembro de 2024 para criptografar dados em versões desatualizadas. Os detalhes ficam na página de avisos de segurança.
Como a avaliação funciona
Os discos são retirados na ordem das baias e copiados para imagens. Nas imagens, os conjuntos de RAID por software do SHR ou do RAID clássico são remontados, depois o gerenciador de volumes e o Btrfs ou ext4. Se havia cache de SSD com gravação, ele faz parte do volume e precisa entrar na análise. Com criptografia nas pastas ou no volume, a leitura depende da senha ou do arquivo de chave. Em caso de ataque, a avaliação começa só com o ambiente isolado; quem trata o incidente é a equipe de segurança.
