Pular para o conteúdo
Data Rescue
Notebook isolado da rede e cadeado representando dados criptografados, ilustração conceitual

Ransomware · Plataformas

Ransomware no Hyper-V: o que fazer com hosts, VHDX e checkpoints

Quando o ransomware atinge um ambiente Hyper-V, o alvo costuma ser o host: os discos VHDX das máquinas virtuais, os checkpoints AVHDX e os volumes compartilhados do cluster são cifrados de uma vez. Depois que a equipe de resposta isolar a rede, preserve esses arquivos como estão, sem mesclar checkpoints nem formatar volumes. A avaliação mostra se restam réplicas, backups ou trechos legíveis, sem garantia.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Discos das VMs
arquivos VHDX (ou VHD, em ambientes antigos), um ou mais por VM
Checkpoints
arquivos AVHDX na pasta do VHDX; guardam só as mudanças e dependem do disco pai
Cluster
Cluster Shared Volumes (CSV): todos os nós leem e gravam o mesmo volume
Réplica
Hyper-V Replica envia mudanças a cada 30 s, 5 ou 15 min e guarda até 24 pontos de recuperação, um por hora
Atendimento
Atendido depois que a equipe de resposta isolar o ambiente

O que o ataque costuma atingir num host Hyper-V

Quem obtém acesso administrativo a um host Hyper-V consegue parar as máquinas virtuais e criptografar os discos delas direto no sistema de arquivos. Uma única ação atinge todos os servidores que rodam ali: controlador de domínio, arquivos, ERP, banco de dados. O alerta da CISA sobre o Akira registra que o grupo mirou historicamente VMware ESXi e Hyper-V.

Em cluster de failover, os VHDX ficam em Cluster Shared Volumes (CSV), volumes que, segundo a Microsoft, todos os nós acessam para leitura e gravação ao mesmo tempo. Isso dá continuidade quando um nó falha, mas também deixa os discos de todas as VMs ao alcance de um único nó comprometido. Configurações, checkpoints e estados salvos costumam estar na mesma pasta e sofrem junto.

Checkpoints e réplica não substituem o backup

Checkpoint é um retrato da VM num instante. A Microsoft avisa que o checkpoint padrão não é um backup completo. O arquivo AVHDX guarda só o que mudou depois dele e depende do VHDX pai; sozinho, não abre. A documentação também orienta a nunca apagar AVHDX direto, porque a exclusão feita pelo Hyper-V mescla os arquivos. Depois de um ataque, mesclar ou apagar pode destruir uma cadeia que ainda dava para ler.

O Hyper-V Replica mantém uma cópia assíncrona da VM em outro host e pode guardar pontos de recuperação de horas anteriores. Se o host de réplica estava no mesmo domínio e foi alcançado, a cópia também pode estar cifrada. Se escapou, os pontos anteriores ao ataque valem muito: pause a replicação e preserve-os antes de qualquer failover, a troca para a réplica.

VM ligada não quer dizer dados conferidos

Restaurar backups ou fazer o failover pode pôr as máquinas de pé em poucas horas. Isso não prova que bancos, pastas compartilhadas e documentos estão íntegros e na data esperada. Combine com os donos de cada aplicação o que precisa ser conferido antes de liberar usuários: tabelas, arquivos recentes, últimos lançamentos.

Muitas famílias de ransomware cifram só partes de arquivos grandes para ganhar tempo, e um VHDX de centenas de gigabytes às vezes conserva áreas legíveis. É possibilidade a examinar, não promessa. A Data Rescue avalia discos, arquivos VHDX e backups já isolados. Contenção, perícia e contato com os criminosos ficam fora desse trabalho.

Como o ataque aparece no Hyper-V

  • Todas as VMs de um host, ou do cluster inteiro, pararam ao mesmo tempo e não iniciam.
  • Arquivos .vhdx e .avhdx ganharam extensão nova ou nome trocado.
  • Apareceu um bilhete de resgate junto das VMs ou na raiz do volume ClusterStorage.
  • O Hyper-V Manager acusa erro ao ler a configuração ou ao listar os checkpoints.
  • O host de réplica ou o servidor de backup também mostra arquivos alterados.

O que não fazer

  • Não apague nem mescle checkpoints para liberar espaço ou forçar a VM a ligar.
  • Não formate o CSV nem recrie o cluster por cima dos volumes atingidos.
  • Não faça failover para a réplica sem saber se ela foi alcançada pelo ataque.
  • Não rode descriptografadores baixados de sites ou fóruns desconhecidos.
  • Não reconecte o host à rede de produção antes da liberação da equipe de resposta.

O que fazer agora

01

Deixe o isolamento com a resposta a incidentes

Separar hosts, nós do cluster e rede de gerenciamento é tarefa da TI e da equipe de segurança. Decida com eles se os hosts ficam ligados: a memória pode interessar à investigação.
02

Congele as pastas das VMs

Não mescle, não apague e não mova VHDX ou AVHDX. Se for preciso preservar, copie para um destino isolado e deixe o volume original intocado.
03

Pare a replicação e proteja os backups

Pause o Hyper-V Replica antes que ele envie mais alterações. Tire os repositórios de backup da rede atingida e anote quais pontos são anteriores ao ataque.
04

Anote o que aconteceu

Horário, hosts e VMs afetados, mensagens de erro, extensão nova e tudo o que já foi tentado. Guarde uma foto da nota de resgate, sem clicar em nada.
05

Chame quem decide

Administrador do Hyper-V, donos das aplicações, fornecedores dos sistemas e jurídico. Com dados pessoais, controlador e jurídico avaliam avisar a ANPD e os titulares (Resolução CD/ANPD nº 15/2024).
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
Hyper-V.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

Dá para recuperar um VHDX criptografado?
Depende da família, de quanto do arquivo foi cifrado e das cópias que existem. Alguns ataques deixam áreas legíveis em discos grandes; outros cifram tudo. Para poucas variantes há ferramenta pública no projeto No More Ransom. Só a análise do arquivo responde.
Um checkpoint antigo devolve a VM ao estado anterior ao ataque?
Sozinho, não. O AVHDX depende do VHDX pai e de todos os elos da cadeia. Se o pai foi cifrado, o checkpoint perde a base. Preserve a pasta inteira, com configuração e discos, antes de qualquer tentativa.
A Data Rescue isola os hosts e limpa o ambiente?
Não. Isolamento, resposta a incidentes, perícia forense e qualquer conversa com os criminosos ficam com a sua equipe e com especialistas em segurança. A Data Rescue examina discos, arquivos de VM e backups depois que o ambiente estiver isolado.
Pagar o resgate devolve as máquinas virtuais?
Pode não devolver. CISA e FBI orientam a não pagar: o pagamento não assegura a entrega dos arquivos e financia novos ataques. Antes de qualquer decisão, levante o que existe em réplicas, backups e discos.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.