Por que o RAID 60 existe
Um único RAID 6 com dezenas de discos levaria muito tempo para reconstruir e teria de ler todos os discos a cada rebuild. O RAID 60 divide esses discos em grupos menores de RAID 6 e espalha as faixas de dados por todos eles. A documentação de fabricantes de servidor, como a da Lenovo, descreve os grupos de RAID 6 unidos em faixas, cada um tolerando dois discos. Assim, cada rebuild fica restrito a um grupo.
O preço é a complexidade. O mesmo conjunto de 24 discos pode ser montado como dois grupos de 12, três de oito ou quatro de seis, e cada escolha muda a ordem dos dados no volume. Some a isso as duas paridades de cada grupo e o resultado é um quebra-cabeça com muitos parâmetros que precisam estar certos ao mesmo tempo.
Como a margem se esgota
Um RAID 60 grande raramente cai de uma vez. O caminho comum é um disco falhar num grupo, depois outro no mesmo grupo, e o volume seguir funcionando sem que o alerta chegue a ninguém. Esse grupo passa a operar sem margem. O terceiro disco, ou um setor ilegível durante o rebuild, derruba o grupo, e com ele o volume, porque o RAID 0 de cima precisa de todos os grupos para montar cada faixa.
Conjuntos assim costumam ter discos do mesmo modelo, comprados juntos, com o mesmo tempo de uso. Rebuilds de discos grandes podem durar dias, e uma atualização de firmware ou uma queda de energia nesse período complica o quadro. Por isso o histórico de eventos da controladora vale tanto quanto os próprios discos.
Como a avaliação funciona
Todos os discos são copiados para imagens, com reparo físico quando preciso. A análise separa os discos em grupos, identifica em cada um a ordem, o tamanho de faixa, a posição das paridades e o cálculo da segunda paridade, e refaz os blocos que faltam. Só então os grupos são unidos na ordem certa. Com muitos discos, o trabalho é maior, e o diagnóstico informa o que é viável antes de qualquer orçamento.
