O que conta como DAS
O SNIA define DAS como um dispositivo de armazenamento ligado localmente a um servidor e dedicado a ele. Cabe nessa definição desde um HD externo de mesa até uma gaveta com dezenas de discos ligada por cabo SAS a uma controladora. A diferença para o NAS é que o DAS não tem sistema próprio nem compartilha pela rede: quem formata e controla os arquivos é o computador a que ele está ligado.
Gabinetes de várias baias costumam oferecer modos: discos separados, JBOD emendado, RAID 0, RAID 1, RAID 5 e outros, escolhidos por chave, botão ou programa. Nesse caso, o RAID é montado pela placa do gabinete, e a configuração fica gravada nos discos no formato do fabricante dessa placa. Em gavetas SAS de servidor, quem monta o RAID é a controladora do servidor.
Onde está o defeito
Muitos DAS que “morreram” têm falha na fonte, no cabo ou na placa do gabinete, com os discos intactos. Trocar a fonte por uma equivalente é razoável. Já tirar os discos e ligar direto num computador pede cuidado: em alguns gabinetes a placa criptografa os dados ou muda o formato dos setores, e o disco, fora dela, aparece vazio ou pedindo formatação. Aceitar a formatação nesse momento apaga a estrutura.
Quando o gabinete tem RAID, vale tudo o que vale para RAID de servidor: discos fora de ordem, rebuild com disco fraco e recriação do conjunto destroem dados. Um gabinete novo, mesmo do mesmo modelo, pode não reconhecer o conjunto ou propor inicializar os discos. Se o gabinete era de um disco só, veja também HD externo não reconhece.
Como a avaliação funciona
Os discos são retirados e copiados para imagens, cada um identificado pela baia. Se o gabinete criptografava os dados na placa, a placa original pode ser necessária para ler os discos, e por isso não deve ser descartada. Com as imagens, o RAID do gabinete é remontado virtualmente: ordem, tamanho de faixa, paridade e deslocamentos. Depois, o sistema de arquivos do computador, como NTFS, exFAT, APFS ou HFS+, é lido.
