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Data Rescue
Notebook isolado da rede e cadeado representando dados criptografados, ilustração conceitual

Problema · Empresas e ataques

Backup criptografado: quando o ransomware atinge as cópias

Quando o ransomware criptografa também o backup, o primeiro passo é parar de mexer nas cópias: isole o servidor de backup e os repositórios e não reconecte discos externos. Depois, a equipe de resposta faz o inventário do que existe: cópias offline, imutáveis, na nuvem e antigas. Arquivos de backup grandes às vezes guardam trechos legíveis. Isso se avalia caso a caso, sem promessa.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.

O diagnóstico é grátis. Se você quiser um prazo menor, a análise paga tem valor fixo, informado antes de você entregar o dispositivo. A análise comum leva de 02 a 48 horas; depois vêm o laudo e o orçamento, os dois por escrito.

Como cobramos

Ficha rápida

Primeiro passo
isolar servidor de backup, repositórios e console
Não fazer
reconectar discos de backup para ver se estão bons
Onde procurar cópias
offline, imutáveis, nuvem, réplicas, snapshots e cópias antigas
Arquivos grandes
backups e discos virtuais às vezes são criptografados só em partes
Contenção
fica com a equipe de resposta a incidentes
Descriptografadores públicos
consulte o No More Ransom com a equipe de resposta

Por que o ataque mira o backup

Quem executa um ransomware quer que a vítima fique sem alternativa. Por isso procura as cópias. A CISA registra que muitas variantes tentam localizar e apagar ou criptografar os backups acessíveis, e o NCSC britânico cita ataques que atingiram armazenamentos em nuvem conectados, com backups dentro. Backup montado como unidade de rede, NAS no mesmo domínio e console com a senha do administrador são alvos fáceis.

Pagar não resolve com segurança. O FBI e a CISA dizem em alertas conjuntos que não incentivam o pagamento, que não assegura a devolução dos dados e pode financiar novos ataques. A decisão envolve a direção, o jurídico e a equipe de resposta, e deve vir depois de saber o que ainda existe.

Inventário: o que ainda pode existir

Antes de concluir que não há cópia, a equipe precisa listar tudo: discos externos guardados desconectados, fitas, cópias em outro prédio, repositórios com imutabilidade, nuvem com versões ou bloqueio de exclusão, réplicas de VMs, snapshots do storage e exportações antigas. Uma cópia de semanas atrás, íntegra, pode valer mais que uma recente atingida.

Cada cópia encontrada deve ser conferida num ambiente separado e limpo, nunca reconectada à rede atacada. A CISA alerta que é preciso identificar programas maliciosos deixados pelo atacante antes de reconstruir sistemas a partir de backups, para o ataque não recomeçar.

Arquivos de backup criptografados: o que se avalia

Muitas famílias de ransomware criptografam só partes de arquivos grandes, para ganhar velocidade. Em arquivos de backup como VBK, VIB e TIBX, e em discos virtuais, isso pode deixar trechos legíveis entre as partes atingidas, às vezes com arquivos inteiros. É uma possibilidade a avaliar, não uma promessa.

A Data Rescue não faz contenção, resposta a incidente, perícia forense nem negociação. Depois que a equipe responsável isolou o ambiente, avalia cópias dos arquivos de backup e dos discos, e o laudo diz por escrito o que é possível. Para descriptografadores públicos, a referência é o projeto No More Ransom, consultado com a equipe de resposta.

Como reconhecer o problema

  • Arquivos do repositório de backup com extensão nova ou nota de resgate na pasta.
  • O console de backup não abre, os jobs falham e os pontos de restauração sumiram.
  • Discos externos de backup que estavam ligados aparecem criptografados.
  • Snapshots do NAS ou do storage foram apagados no mesmo período do ataque.
  • Contas de administrador do backup alteradas, ou retenção reduzida sem explicação.

O que não fazer

  • Reconectar discos de backup à rede atacada para ver se estão bons.
  • Apagar arquivos de backup criptografados ou a nota de resgate.
  • Restaurar sistemas antes de saber se o atacante ainda tem acesso.
  • Rodar programas de descriptografia de origem desconhecida sobre os arquivos originais.
  • Reduzir a retenção ou formatar repositórios para liberar espaço durante a crise.

O que fazer agora

01

Isole o ambiente de backup

Com a equipe de resposta, tire da rede o servidor de backup, os repositórios e os NAS. Não desligue nada às pressas sem orientação e anote o que foi feito.
02

Não reconecte nada para testar

Discos externos, fitas e NAS que estavam fora do ar devem continuar fora. Conferência só em ambiente separado e limpo.
03

Faça o inventário das cópias

Liste todas as cópias com local, data, tipo (offline, imutável, nuvem) e responsável. Não apague nada que foi atingido.
04

Preserve registros e notas

Guarde a nota de resgate, os registros do backup e os horários. Fotografe as telas.
05

Avalie as obrigações legais

Com dados pessoais envolvidos, o controlador avalia com o jurídico a comunicação à ANPD e aos titulares, nos termos da Resolução CD/ANPD nº 15/2024.
06

Depois da contenção, consulte

Conte o caso pelo contato, com o tipo de backup e de arquivo. A Data Rescue diz por escrito se pode avaliar o material.
Perguntas frequentes

Perguntas sobre
Backup criptografado.

Respostas curtas para as dúvidas mais comuns deste tipo de caso.

O backup imutável também pode ter sido atingido?
A imutabilidade impede alterar ou apagar arquivos durante o período configurado. Mas um ataque pode mirar o console, as credenciais da nuvem ou a configuração antes disso. Por isso a CISA recomenda também cópias offline e testes de restauração. Confira cada cópia antes de confiar nela.
Há ferramenta pública para descriptografar o backup?
Só para algumas variantes, e quando existe é público. A orientação é consultar o No More Ransom com a equipe de resposta. Sem ferramenta conhecida, o caminho é avaliar cópias e trechos legíveis, sem promessa de resultado.
A Data Rescue ajuda a conter o ataque?
Não. Contenção, resposta a incidente, perícia forense e negociação ficam com a equipe especializada. A Data Rescue avalia discos, arquivos e backups depois que o ambiente foi isolado. Veja ransomware: as primeiras horas.
Usamos Veeam ou Acronis. Há páginas específicas?
Sim. Cada plataforma tem detalhes próprios de repositório e de formato. Veja Veeam e Acronis, além da página geral de ransomware.
Como evitar que aconteça de novo?
Mantenha pelo menos uma cópia fora da rede, com credenciais separadas, e teste a restauração com frequência. O NCSC recomenda ter sempre uma cópia offline. Veja backup 3-2-1.

Antes de tentar sozinho, conte o que aconteceu.

Orçamento por escrito antes de qualquer trabalho. Nada começa sem o seu OK.